Conheça o artigo do Conselho Federal de Psicologia sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), publicado no Correio Braziliense de hoje (08/02/2010).
Os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), assim como os movimentos sociais e entidades não-governamentais que lutam pelos Direitos Humanos, começam 2010 atentos à crise instalada no Governo Federal, em razão das diretrizes políticas desenhadas no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3).
O Plano propõe, não impõe, ao contrário do que afirmam setores conservadores da sociedade. O texto integral, lido sem preconceitos, aborda temas que atravessam a vida de milhares e, em alguns casos, de milhões de brasileiros. Assim, necessariamente, têm de ser abordados publicamente pela sociedade e pelos legisladores.
Alguns temas podem ser considerados espinhosos, como, por exemplo, o que trata da criação da Comissão de Verdade Justiça, que objetiva resgatar os fatos históricos e ocultados até hoje do período da Ditadura Civil-Militar Brasileira, sobretudo aqueles que se referem à tortura, à morte e ao desaparecimento dos que ativamente se opuseram ao regime ditatorial. Militantes que não foram mortos ou desaparecidos, ou aqueles que não conseguiram ou quiseram fugir do país, foram presos, julgados e condenados por tribunais militares. Cumpriram penas e, pela Lei nº 6.683, de 28/08/1979 (Lei da Anistia), foram anistiados. Suas histórias e suas ações são conhecidas publicamente, ao contrário das ações dos órgãos de repressão e de seus agentes, que continuam encobertas pelo silêncio! oficial.
Em torno de outros conteúdos são produzidas polêmicas, principalmente sobre aqueles de natureza socioeconômica, como a democratização da propriedade e dos meios de comunicação, as questões ambientais – que envolvem a ação de empresas de grande porte no processo de extração dos bens naturais do nosso país.
Grande parte dos psicólogos em exercício foi formada nos “anos de chumbo” ou nos anos subsequentes, nos quais o silenciamento oficial sobre aquela época, ocultada de nossa história oficial, produzia (e produz) efeitos danosos à formação profissional do psicólogo.
Na perspectiva atual, no entanto, os Direitos Humanos devem integrar a formação profissional dos psicólogos, cujo Código de Ética estabelece, como princípio fundamental, o embasamento do trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O Código de Ética também prevê que os psicólogos trabalharão visando promover a saúde, a qualidade de vida das pessoas e das coletividades, contribuindo para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
O CFP é parte integrante do processo de consolidação dos Direitos Humanos no país. Teve sua primeira Comissão de Direitos Humanos criada em 1997 e, nos anos seguintes, foram criadas as comissões regionais, com o objetivo de incentivar a reflexão sobre os Direitos Humanos, inerente à prática profissional e à pesquisa em Psicologia.
Nessa direção, os Conselhos de Psicologia têm incorporado em suas ações temas pertinentes à promoção dos Direitos Humanos. Desde sua criação, a Psicologia tem realizado, em parcerias com outras áreas , sucessivas inspeções em unidades psiquiátricas, em unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei e em institutos de longa permanência, os chamados asilos, com foco em identificar locais em que existam violações dos Direitos Humanos e produção de sofrimento mental. Este labor tem contribuído para as importantes mudanças na relação do Estado Brasileiro com estas áreas.
Reafirmando que a Psicologia e as práticas profissionais dos psicólogos devem ser transversalizadas pelos Direitos Humanos, e que estes são direitos de todos, e não apenas de alguns, entendemos que o PNDH 3 não contém propostas imediatas de mudança legislativa e constitucional e que praticamente todos os pontos criticados já estavam contidos nos Programas anteriores. Assim, ansiamos que as atuais e polêmicas discussões que – mesmo de forma assimétrica e eivada de interpretações tendenciosas – tomam espaço na mídia e no cenário político brasileiro, possam vir a ser mais democráticas e profícuas, passando a sensibilizar cidadãos de todos os segmentos sociais – desde que devidamente informados –, além dos diversos atores sociais que já lutam pelos Direitos Humanos e por justiça social em nosso país, dentre eles os psicólogos conscientes de sua profissão.
Ana Luiza de Souza Castro
Coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFP
Humberto Verona
presidente do CFP
Fevereiro 09, 2010
Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3)
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Fevereiro 08, 2010
9º Seminário Internacional Fazendo Gênero 9
Universidade Federal de Santa Catarina
dias 23 e 26 de agosto de 2010.
inscrição: prazo final para submissão de trabalho é 28 de fevereiro
O Fazendo Gênero 9, em 2010, terá seu foco central em temas que sugerem movimento tanto pela dispersão dos povos e culturas através de espaços geográficos quanto pelo desejo de realocações em espaços imaginados e pelo encontro com identidades plurais. Um evento que sugere assim três dimensões para se discutir algumas das mais significativas experiências dos sujeitos contemporâneos, em sua permanente demanda de cruzamento de fronteiras: Diásporas, Diversidades, Deslocamentos.
Cronograma
* 28 de fevereiro de 2010 - Encerramento do período de inscrições para Comunicação Oral e Pôster
* 15 de março de 2010 - Início das inscrições para a modalidade Ouvintes
* 31 de março - Encerramento das inscrições para a Mostra Audiovisual e para a Mostra de Fotografias
* Março de 2010 - Resultado dos trabalhos aprovados pelos coordenadores de ST; resultado do Pôsteres aprovados
* 30 de junho - entrega do texto completo da Comunicação Oral
Instruções Comunicação Oral
* Poderão apresentar trabalhos nos Simpósios Temáticos, sob a forma de Comunicação Oral, doutores, mestres, estudantes de pós-graduação e graduados;
* Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) Simpósio Temático. O inscrito deverá escolher 3 (três) Simpósios Temáticos na ordem de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, seu trabalho será avaliado pelos coordenadores da segunda e posteriormente, caso necessário, de sua terceira opção;
* Confira a relação dos Simpósios Temáticos aprovados:
* Cada autor poderá inscrever apenas um trabalho, em uma das modalidades de apresentação (Comunicação Oral ou Pôster);
* A avaliação e aceite dos trabalhos de Comunicação Oral são da responsabilidade dos coordenadores de cada Simpósio Temático;
* São oferecidas 24 vagas por Simpósio Temático. Caso o Simpósio Temático não atinja o número mínimo participantes, poderá ser completado, pela comissão científica, com trabalhos excedentes em outros Simpósios Temáticos, que tiverem escolhido como segunda ou terceira opção estes Simpósios Temáticos. Se mesmo assim não atingir o mínimo de 20 participantes, o Simposio Temático será cancelado e os trabalhos inscritos serão enviados para as opções seguintes na ordem de escolha do autor. Ficará a critério da Comissão Científica a eventual alocação de um trabalho que não tenha obtido prioridade em nenhum dos 3 STs sugeridos em outro Simpósio;
* É de responsabilidade dos autores a apresentação da Comunicação Oral e o aviso aos coordenadores de ST de sua indisponibilidade de estar presente no evento, para permitir eventuais re-organizações dos simpósios temáticos Só serão incluídos na programação trabalhos cujos autores tiverem pago o valor de inscrição no prazo previsto. O certificado de apresentação será fornecido somente se o trabalho for apresentado pelo/s autore/s, não sendo aceitas apresentações feitas por terceiros;
* Serão publicados posteriormente apenas os textos completos apresentados durante os Simpósios Temáticos;
* Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja aceito, o proponente estará automaticamente inscrito no evento na categoria ouvinte.
Trabalhos em co-autoria
* Os trabalhos em co-autoria devem observar as seguintes normas:
* Cada trabalho poderá ter até no máximo 2 (dois) co-autores, além do autor;
* O autor identificará o/s co-autore/s em seu formulário de inscrição, informando CPF e nome completo (para co-autore/s estranngeiro/s, informar apenas o nome completo);
* O pagamento de cada inscrição deve ser feito individualmente;
* Caso o/s co-autore/s submeta/m trabalho APENAS como co/autore/s deverá/ão proceder com sua inscrição na modalidade OUVINTE, a partir do dia 15/03/2010;
* Não há possibilidade de apresentar o mesmo trabalho em mais de um ST;
* Apenas co-autores orientadores poderão se inscrever em mais de um ST, desde que devidamente esclarecida a autoria principal do orientando e sua qualidade de orientador.
Instruções Apresentação de Pôster
* Poderão se inscrever como expositores de pôster alunos regularmente matriculados na graduação ou recém-graduados (de 2008 a 2010);
* Cada trabalho poderá ter até 2 (dois) co-autores, além do autor, sendo recomendada a co-autoria do orientador. Além disso, no momento da submissão do resumo, deve constar o nome do professor orientador ou responsável (não é obrigatória a inscrição no evento do orientador/professor responsável);
* Cada autor poderá inscrever apenas um trabalho, em uma das modalidades de apresentação (Comunicação Oral ou Pôster);
* Caso o trabalho seja aceito, o Pôster deverá, obrigatoriamente, ser fixado e retirado pelo participante no dia e local definidos, sendo de responsabilidade do expositor verificar estas informações na página do evento;
* Os pôsteres não devem ser enviados e afixados por terceiros. É fundamental a presença do autor/expositor na apresentação de seu pôster e no evento como um todo e apenas trabalhos com prensença do autor serão aceitos para exposição no momento do evento. O Certificado de Apresentação de Pôster será entregue somente mediante a presença do autor;
* Os resumos dos Pôsteres serão avaliados por uma Comissão Científica para fins de exposição no evento, sendo que deverão ter ligação com a temática do Seminário. Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja recomendado, o proponente terá sua inscrição automaticamente convertida para a categoria de ouvinte;
* As orientações sobre o formato do Pôster serão disponibilizadas posteriormente;
* A publicação dos resumos será posterior ao evento e serão publicados apenas os trabalhos que efetivamente tiverem sido expostos e apresentados.
O formulário de inscrição
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Fevereiro 05, 2010
Psicólogos ferem a legislação
Desconhecimento das normas não isenta profissionais de responder pelos seus atos
O psicólogo, depois que se forma, precisa estar atento e atualizado sobre todos os instrumentos que normatizam a prática e dão prumo ético à profissão. Alegar desconhecimento da legislação, do Código de Ética e das Resoluções do Conselho Federal de Psicologia não é argumento aceitável. Mas é este o expediente que mais seduz os infratores. O descumprimento de determinações pode caracterizar uma infração ética ou administrativa e gerar processos que podem resultar até em perda do direito do exercício profissional.
"O profissional, que exerce atividades paralelas, pode acabar associando as duas atividades e deturpando a imagem social da profissão” Elisa Zaneratto Rosa
De acordo com Elisa Zaneratto Rosa, da Comissão de Ética do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, isso se deve a um conjunto de fatores, que passa por questões como o desconhecimento da população em geral em relação aos seus deveres e às legislações a que está submetida, problema este que talvez não esteja sendo superado na formação do psicólogo e que se coloca como uma questão para todos, incluindo o próprio Conselho: “A categoria conhece muito pouco da legislação profissional. O profissional começa a atuar no mercado sem saber direito o que o Conselho legisla quanto à ética profissional e quanto à profissão de forma geral”, afirma ela.
Das denúncias de infrações recebidas pelo Conselho, a que mais comumente é cercada de justificativas de desconhecimento é a intersecção de práticas não reconhecidas pela ciência e pela profissão. Os limites da Psicologia não são claramente regulamentados, mas são fruto de um processo social de construção da profissão e da ciência e podem ser vistos nos cursos e disciplinas das universidades, em publicações científicas amplamente aceitas na Psicologia, nos Congressos e eventos das entidades da Psicologia ou mesmo em seus jornais e revistas.
Segundo a Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho, que avalia as denúncias recebidas, um dos problemas é o uso de terapias não reconhecidas pela ciência. A Comissão de Orientação do CRP-SP observa que os psicólogos muitas vezes desenvolvem outras práticas que estão fora do âmbito da Psicologia. Quando fazem isso, estão proibidos de associá-las ao exercício profissional de psicólogo.
Outra infração cometida por desatenção à legislação é atuar em um Estado diferente daquele do registro profissional. “O psicólogo cadastrado no Rio de Janeiro, por exemplo, que resolva vir a São Paulo e continuar atuando, precisa obrigatoriamente estar inscrito no Conselho Regional de São Paulo. Caso contrário, estará cometendo exercício ilegal da profissão”, exemplifica a COF. Manter o endereço desatualizado no Conselho ou deixar de pagar a anuidade, quando não se está prestando nenhum serviço psicológico, também implica em falta administrativa. Em último caso, de acordo com a COF, o psicólogo precisa solicitar cancelamento da inscrição, mesmo que tenha em mente retornar às suas atividades de psicólogo, o que é perfeitamente possível.
Para a Comissão de Orientação e Fiscalização, a melhor maneira de evitar esses e tantos outros tipos de infrações é se manter sempre bem informado. A COF sugere ao profissional acessar freqüentemente os sites dos Conselhos Federal e Regional de Psicologia de São Paulo (www.pol.org.br e www.crpsp.org.br) como forma de se manter atualizado. Toda a legislação e as Resoluções estão disponíveis on-line. A Comissão acrescenta que, na página do CRP-SP, o profissional encontra ainda uma lista com as dúvidas mais freqüentes.
Abaixo, as principais infrações cometidas pelos psicólogos.
CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO – o psicólogo, que decida fazer uma viagem longa ou deixe de atuar por doença ou por outra razão qualquer, precisa solicitar cancelamento de inscrição. Se não o fizer, continua a obrigatoriedade do pagamento da anuidade. Havendo inadimplência, a inscrição é cancelada por débito e se o psicólogo continuar atuando, caracteriza-se exercício ilegal da profissão. A inscrição será cancelada também se o profissional não apresentar o diploma no prazo determinado pela legislação (CFP 018/2000 e CFP 009/2003), que é de dois anos depois de formado.
ATUALIZAÇÃO DE ENDEREÇO – estará cometendo infração o profissional que tiver as informações cadastrais desatualizadas. Por ser uma profissão que presta serviço social, o cidadão que desejar encontrar o psicólogo tem o direito de localizá-lo.
CONIVÊNCIA – fere o Código de Ética o psicólogo que tem conhecimento de algum profissional que exerça a profissão ilegalmente.
LIMITES DE ATIVIDADES – o profissional deve trabalhar dentro do que é reservado à profissão.
TESTES XEROCADOS – fazer uso de testes psicológicos xerocados pode ser considerado infração por não ter parecer favorável do Conselho Federal.
O psicólogo que tiver qualquer dúvida deve entrar em contato com a Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia a qual está inscrito.
FONTE: texto com pequenas alterações do site do CRP-SP, Jornal PSI, ed. 139
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Fevereiro 02, 2010
Contra a exploração sexual de crianças e adolescentes
Campanha de carnaval será lançada no dia 08 de fevereiro
A primeira-dama do Brasil Marisa Letícia vai liderar uma campanha de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no carnaval. Na semana passada, ela enviou carta às governadoras, primeiras-damas estaduais e municipais e às prefeitas convidando a participarem da mobilização. Na carta, ela apresenta a campanha que será lançada dia 08 de fevereiro pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), no Rio de Janeiro.
FONTE: ANDI - Infância na Mídia Hoje
Cine Debate 2010 - UNATI
Dando continuidade a nossa Programação de Férias a Coordenação de Projetos de Extensão da UnATI.Uerj preparou para o Cine Debate.2010 de Fevereiro, na exibição seguida de debate, com entrada franca na sala de vídeo da UnATI.Uerj, das seguintes produções cinematográficas que fizeram sucesso nas telas de cinema:
Cine Debate – Bagdá Café
Dia 04/02/2010
14h
Sala de Vídeo da UnATI – 10146 – 10º Andar
Coordenação: Sandra Rabello
Cine Debate – Patch Adams
Dia 09/02/2010
14h
Sala de Vídeo da UnATI – 10146 – 10º Andar
Coordenação: Sandra Rabello
Cine Debate – A Corrente do Bem
Dia 11/02/2010
14h
Sala de Vídeo da UnATI – 10146 – 10º Andar
Coordenação: Sandra Rabello
Marcos Teodoro
Assessor de Comunicação Social Matr.26922-5
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Aberta da Terceira Idade
Tel. 2334.0053/ 2334.0131/ 2334.0168/ 2334.0604/ 9136.9217
Coordenadoria de Comunicação Social, Eventos e Humanização do Hospital
Universitário Pedro Ernesto – COMHUPE
Tel.: (21) 2587-6258 / 6548
Boulevard 28 de setembro, n° 77 - térreo - Vila Isabel
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20551-900
Janeiro 30, 2010
Janeiro 29, 2010
Pós-graduação lato sensu “RELAÇÕES ETNICORRACIAIS E EDUCAÇÃO: UMA PROPOSTA DE (RE)CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO SOCIAL
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) publica o edital de seleção de candidatos à segunda turma do curso de pós-graduação lato sensu “RELAÇÕES ETNICORRACIAIS E EDUCAÇÃO: UMA PROPOSTA DE (RE)CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO SOCIAL.
O Edital pode ser encontrado no sítio do CEFET/RJ, na página da Diretoria de Pós-Graduação.
O curso é TOTALMENTE GRATUITO.
Informações do Edital:
RELAÇÕES ETNICORRACIAIS E EDUCAÇÃO: UMA PROPOSTA DE (RE)CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO SOCIAL
O Diretor-Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET/RJ, no uso de suas atribuições, torna público o presente Edital, contendo as normas referentes ao processo seletivo para o Curso de Pós-graduação Lato Sensu: Relações Étnico-Raciais e Educação: Uma Proposta de (Re)Construção do Imaginário Social, a ser oferecido no CEFET/RJ – Avenida Maracanã, 229 – MARACANÃ – RIO DE JANEIRO
TÍTULO 1 – DO PROCESSO SELETIVO
1.1 O processo de seleção estará aberto para portadores de diploma de curso superior completo, das mais diversas áreas, reconhecido por órgão competente.
1.2 O processo seletivo compreenderá três etapas distintas:
A. Análise da validade dos documentos – de caráter eliminatório;
B. Análise do Curriculum Vitae comprovado – de caráter classificatório;
C. Prova escrita: Produção de texto argumentativo, de caráter classificatório.
Bibliografia básica para a prova escrita:
a) Lei 10.639/03;
b) Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana;
c) “Que negro é esse na cultura negra?”. In: HALL, Stuart. Da diáspora – Identidades e mediações culturais. BH: Editora UFMG, 2006. p. 317-330
1.3 O exame de seleção acontecerá no dia 04/03/2010, às 18h 30min, nas dependências do CEFET/RJ, em sala(s) a ser(em) informada(s) no site da COLAT (Coordenadoria de Pós-Graduação Lato Sensu), após o
dia 01/03/2010 ou na Secretaria da DIPPG, exclusivamente no dia do exame.
1.4 O exame terá duração máxima de 2h (duas horas).
1.5 O candidato deverá apresentar-se no local da prova às 18h, munido do seu Cartão de Inscrição e documento de identidade.
1.6 Após o início do exame de seleção não será permitida a entrada de nenhum candidato ao local em que o mesmo será realizado.
1.7 O candidato só terá acesso ao(s) tema(s) a ser(em) desenvolvido( s) no momento da produção do texto.
1.8 Não será permitido consultar nenhum tipo de material no momento do exame.
1.9 A seleção dos candidatos será realizada por uma Banca Examinadora, especialmente designada para tal fim e constituída de servidores pertencentes ao quadro permanente de docentes do CEFET/RJ e/ou profissionais que atuarão no curso proposto.
1.10 A análise do Curriculum vitae e do texto argumentativo será realizada, respectivamente, com base nos documentos apresentados, comprovados, e na capacidade de produção de texto expressa pelo candidato. A avaliação dos candidatos obedecerá a critérios que constam no Anexo 1 deste edital.
1.11 Não será permitida a permanência de crianças no espaço em que a prova escrita será aplicada. A candidata que tiver necessidade de amamentar durante a realização das provas deverá levar acompanhante que ficará em sala reservada para essa finalidade e será responsável pela guarda da criança. A candidata que não levar acompanhante não realizará as provas.
TÍTULO 2 – DAS VAGAS OFERECIDAS
2.1 Serão oferecidas 35(trinta e cinco) vagas.
2.2 O preenchimento das vagas do curso obedecerá rigorosamente à classificação final, até se completar o número total das vagas oferecidas.
2.3 O CEFET/RJ se reserva o direito de não preencher todas as vagas previstas neste edital.
TÍTULO 3 – DAS INSCRIÇÕES
3.1 As inscrições serão realizadas na secretaria da DIPPG/CEFET/ RJ, no período de 01/02/2010 a 11/02/2010, de segunda-feira a sexta-feira, na primeira semana, e de segunda-feira a quintafeira, na segunda semana, entre 8h e 16h. Avenida Maracanã, 229 – Bloco E-506 – Telefones (021) 2566-3179 (Secretaria da Pós-Graduação).
3.2 No ato da inscrição, o candidato (ou seu representante legal) deverá apresentar:
• Ficha de inscrição devidamente preenchida, a ser obtida no endereço eletrônico
• Original e cópia da carteira de identidade;
• Original e cópia do CPF;
• Original e cópia do título de eleitor e comprovantes de votação na última eleição;
• Duas fotos de tamanho 3x4, recentes, em bom estado, não digitalizadas;
• Original e cópia do diploma de graduação (frente e verso) ou, em caráter provisório, da declaração de conclusão do curso, se o diploma ainda estiver em processo de expedição (no caso de apresentação de declaração, a cópia deverá, obrigatoriamente, ser autenticada em cartório);
• Original e cópia do histórico escolar do curso de graduação;
• Curriculum Vitae, com cópias de documentos comprobatórios da formação e/ou
experiência anexados, elaborado de acordo com o modelo a ser obtido no endereço
eletrônico; (documentos comprobatórios de Títulos, Atividades de Magistério, Atividades Profissionais não Docentes e Produção acadêmica relacionada à área do Concurso deverão ser entregues em envelope separado em que conste claramente o nome do candidato. Os documentos comprobatórios devem ser dispostos na mesma ordem em que aparecem no Curriculum Vitae).
TÍTULO 4 - DAS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
4.1 Os candidatos não selecionados deverão retirar seus documentos no mesmo lugar onde efetuaram a inscrição, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da divulgação dos resultados. Após este prazo, o CEFET/RJ não mais se responsabiliza pelos documentos entregues.
4.2 A lista de classificados será divulgada pela internet, no dia 08 de março de 2010. Nesta mesma data, iniciam-se as matrículas para o curso. As matrículas serão realizadas na secretaria da DIPPG, entre os dias 08/03/2010 e 12/03/2010, entre 8h e 16h.
4.3 Caso haja algum tipo de problema técnico ou imprevisto, o resultado será afixado na secretaria de pós-graduação do CEFET/RJ.
4.4 Resultados e informações NÃO serão fornecidos por telefone. Todas as informações inerentes à matrícula serão oferecidas no dia 08/03/2010 no sítio do CEFET/RJ ou na Secretaria da DIPPG.
4.5 Serão considerados desistentes os candidatos classificados que não efetivarem a matrícula no prazo estabelecido e, para ocuparem suas vagas, serão convocados os candidatos imediatamente subsequentes da lista de classificados.
TÍTULO 5 – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
5.1 A inscrição do candidato implica conhecimento e aceitação das normas e condições estabelecidas neste Edital e em seus anexos, não sendo aceita alegação de
desconhecimento.
5.2 O exame de seleção só terá validade para o curso que será iniciado em 2010.
5.3 Os casos omissos neste Edital serão resolvidos pelo Diretor-Geral do CEFET/RJ,
ouvida a Comissão de Seleção.
Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2010
Miguel Badenes Prades Filho
Diretor-Geral do CEFET/RJ
ANEXO 1
O julgamento do Curriculum Vitae não terá caráter eliminatório, consistindo na
avaliação de:
Grupo I – Títulos:
2,0 pontos para conclusão de curso de pós-graduação lato sensu (360h)
1,0 ponto para conclusão de curso de atualização (180h)
Grupo II - Atividades de Magistério:
0,5 ponto por ano de experiência profissional em Educação Básica (Pontuação
máxima: 8 anos): 4,0 pontos.
Grupo III - Atividades Profissionais não Docentes:
Trabalhos ligados a movimentos sociais, ONGs, OSCIPs e/ou desenvolvidos em
projetos voltados para as populações negras (0,5 ponto por ano – Pontuação máxima: 6 anos) 3,0 pontos.
Grupo IV - Produção acadêmica dos últimos cinco anos relacionada à área do
curso.
0,2 ponto para cada artigo publicado em Anais de Congressos, Seminários e/ou
eventos similares. (Pontuação Máxima: 5 artigos) Total: 1,0 ponto
0,5 ponto para capítulo de livro ( Pontuação Máxima: 4 capítulos) Total: 2,0 pontos
1,0 ponto para organização de livros (Pontuação Máxima: 3 organizações) Total: 3,0
pontos 2,0 pontos para produção de livro acadêmico, científico ou didático (Pontuação Máxima: 2 livros) Total: 2,0 pontos
OBSERVAÇÃO: A PONTUAÇÃO MÁXIMA ATRIBUÍDA AO CURRÍCULO SERÁ 10,0 PONTOS, EMBORA O TOTAL DA DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DOS ITENS ACIMA ULTRAPASSE ESTE VALOR.
Texto Argumentativo – Pontuação Máxima – 10,0
Na produção do texto argumentativo, serão avaliados os seguintes pontos:
Clareza (coesão e coerência)
Capacidade de síntese e correção gramatical
Adequação ao tema proposto
TOTAL GERAL – 20,0 pontos
Para a contagem de pontos classificatórios, os pontos do Curriculum Vitae e da produção do texto argumentativo serão somados e divididos por dois. [(Pontuação do Curriculum Vitae + Pontuação do Texto Argumentativo) ÷ 2 = Resultado Final]
Em caso de ocorrer igualdade de pontuação entre candidatos, o desempate se dará atribuindo-se melhor colocação ao candidato que tenha obtido a maior pontuação no texto argumentativo.
Se persistir o empate, serão considerados como critérios de desempate:
a) o maior tempo de atuação do Ensino Básico,
b) o candidato de mais idade.
ANEXO 2
1. DAS AVALIAÇÕES DO CURSO
• Cada uma das disciplinas do curso será avaliada por critérios estabelecidos pelo docente que a ministrará. Em caso de trabalhos de final de disciplina a serem realizados fora do ambiente da sala de aula, o discente terá 30 dias corridos para prepará-lo e entregá-lo ao professor. O desrespeito ao prazo estipulado pode ter como conseqüência a reprovação em todo o curso e a respectiva perda de matrícula.
• Ao ser constatado plágio ou qualquer tipo de cópia em qualquer um dos trabalhos
realizados pelo discente, o mesmo poderá ser reprovado e perder seu direito à matrícula.
• Como determina a Legislação, este curso é monográfico. A monografia deverá ser
entregue à secretaria da pós-graduação do CEFET/RJ até o último dia útil do mês de
março de 2011.
2. DA FREQUÊNCIA
• O curso será composto por 10 (dez) disciplinas. Nove das disciplinas serão oferecidas semanalmente, às terças e quintas-feiras. Uma delas, intitulada “Tópicos Especiais”, será oferecida uma vez por mês, preferencialmente às quartas-feiras (das 18h às 22h), podendo, esporadicamente, caso haja necessidade, ser oferecida aos sábados (das 8h às 12h).
• De acordo com o regimento dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu do CEFET/RJ, a frequência será obrigatória, só fazendo jus ao certificado de conclusão os alunos que obtiverem 75% de frequência nas atividades programadas. Por atividades programadas compreendem- se as aulas, debates, visitas técnicas, seminários, conferências e outras atividades apresentadas como tal.
3. DO APROVEITAMENTO
• O aproveitamento será traduzido em notas de 0 (zero) a 10 (dez). Os estudantes que obtiverem nota igual ou superior a 06 (seis) em cada disciplina e que tiverem a
monografia aprovada com nota mínima de 07 (sete) terão direito ao certificado de
conclusão do Curso de Especialização.
• O curso será considerado em sua totalidade, não admitindo o aproveitamento de
disciplinas feitas em outros cursos ou em anos anteriores.
4. DA ESTRUTURA
• O curso terá a seguinte composição: 480h (360 horas-aula presenciais e 120 horas- aula de orientação e produção monográfica).
• O início do curso está previsto para segunda quinzena de março de 2010 e término
previsto para dezembro de 2010.
Roberto Borges
Coordenador do NEAB CEFET/RJ
Marcadores: Agenda, Concurso, Curso, oportunidade
Curso de Pós-Graduação (Lato-Senso) em Geriatria e Gerontologia da UnATI.Uerj
No próximo dia 01/02/2010 estarão abertas no Centro de Produção da Uerj as inscrições para a 1ª Turma de 2010 do Curso de Pós-Graduação (Lato-Senso) em Geriatria e Gerontologia da UnATI.Uerj.
O Curso que tem um enfoque multidisciplinar tem sido muito procurado por profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, que vem direcionam os seus estudos para pesquisas nas áreas de Geriatria e Gerontologia.
Devido à grande procura nas últimas edições as vagas serão limitadas, vejam em detalhes:
Curso de Pós-Graduação em Geriatria e Gerontologia da UnATI.Uerj Tem Enfoque Multidisciplinar. Preocupada com a grande disparidade entre o número de idosos no Brasil – cerca de 18,5 milhões de pessoas – e o número de Geriatras atuando no país, a UnATI - Universidade Aberta da Terceira Idade da Uerj, estará oferecendo, a partir de março/2010, em parceria com a Faculdade de Medicina da Uerj, a 17ª Turma do Curso de Pós-Graduação (Lato-Sensu) em Geriatria e Gerontologia.
A proposta será promover um curso inovador, com informações atualizadas sobre: planejamento de ações de saúde do idoso; ações de promoção de saúde e prevenção de doenças; diagnóstico clínico e laboratorial das síndromes e patologias geriátricas; previdência social; metodologia da pesquisa; economia e saúde, entre outros
aspectos.
“O nosso curso vem obtendo um sucesso surpreendente! O nosso grande diferencial é que oferecemos consistência acadêmica aos alunos, o que vem possibilitando a publicação de diversos artigos científicos das mais diversas áreas do conhecimento.” Define Renato Veras - Diretor Geral da UnATI.Uerj e Coordenador do Curso.
Profissionais das áreas de fisioterapeia, medicina, odontologia, fonoaudiologia, psicologia, enfermagem, nutrição, educação física, direito e arquitetura são os que mais vem procurando o curso, que é dividido em duas partes: teoria e prática, onde cada área tem acompanhamento específico de Doutores e Mestres qualificados na área
de Geriatria e Gerontologia.
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Janeiro 28, 2010
Brasil perde NEIDE CASTANHA, e as crianças UMA DEFENSORA
Reportagem, Suely Frota
Crianças e adolescentes de todo o Brasil perderam uma mãe na noite desta terça-feira. Depois de dois meses de luta contra um câncer e um dia após se internar no Hospital Santa Lúcia, faleceu, por volta das 22h30, em Brasília, Neide Castanha, mineira e militante a favor dos direitos humanos e sociais de crianças e adolescentes.
Foi muito rápido, de manhã: amigos e familiares preocupados com a internação, à noite, recebem a notícia. Neide estava fraca, mas todos acreditavam na recuperação. Neide não resistiu e se foi deixando saudades para família, amigos e principalmente aos milhares de crianças, adolescentes e jovens para quem dedicou toda a vida.
Formada como assistente social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, especialista em políticas públicas e direitos da criança e do adolescente, Neide ficou a frente do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes desde 2004, permanecendo até quando a doença a venceu.
“As crianças não têm dono, são patrimônio do País”, Neide CastanhaNa sua trajetória, grandes conquistas. Entre elas, a mobilização nacional para aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a luta em defesa dos adolescentes privados de liberdade, e a capacidade de organizar lideranças de vários países para a realização do III Congresso Mundial de Enfrentamento à Violência Sexual, no Rio de Janeiro, em 2008. Neide foi também uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da metodologia de uma importante ferramenta para o combate a violência infanto-juvenil, o Disque Denúncia -100, para notificação de casos de violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes.
Uma das primeiras reportagens que fiz, ainda na faculdade, foi justamente por ocasião da mobilização do 18 de maio, Dia Nacional do Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, na Esplanada dos Ministérios, em 2006. Lá estava ela, orgulhosa com a grande mobilização de meninos e meninas que subiram na rampa do Congresso Nacional para entregar o abaixo assinado com cinco mil assinaturas, que reivindicava uma maior proteção as vítimas e uma consequente punição àqueles que violentam sexualmente a população infanto-juvenil do país. “Esquecer é permitir, lembrar é combater!”
Por seu relevante trabalho, Neide recebeu premiações e homenagens, como o “Prêmio Claudia 2009” e o “Prêmio Mulher Cidadã Bertha Lutz”, ambos pelo amplo trabalho realizado a favor dos direitos de crianças e adolescentes.
Para amigos, familiares e militantes da área dos direitos humanos, os prêmios reconhecem a trajetória de ousadia de Neide Castanha. “Nossas crianças e adolescentes perdem uma grande aliada, as instituições que trabalham na área da violência sexual uma profissional comprometida com essa causa e o Brasil uma de suas maiores especialistas na área”, conta a amiga e socióloga Graça Gadelha.
Neide Castanha foi uma mulher que sempre aceitou desafios e enfrentou barreiras. Nesta terça-feira, ela encerrou uma missão iniciada na Praça da Sé, em São Paulo, durante os trabalhos da faculdade, onde começou a olhar e lutar por crianças e adolescentes carentes, famintos, violentados, necessitados –, maioria ainda invisível aos olhos de brasileiros e governantes.
O sepultamento da assistente social Neide Castanha acontecerá às 17h desta quarta-feira, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.
FONTE: Brasil Cultural
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